Desde que Star Wars- Os Últimos Jedi, dividiu completamente opiniões e os fãs da SAGA, um grande sinal vermelho ascendeu na produção, e para tentar resgatar a unidade como foi em Star Wars- O Despertar da Força, foi recorrido novamente ao excelente diretor J.J Abrans, o trabalho de trazer de volta a Saga para os trilhos e dar o encerramento de algo que ele mesmo ajudou a iniciar nesta 3º trilogia.
E foi com esta incumbência que Abrans chega e nos entrega Star Wars- A Ascensão Skywalker, o 9º filme da Saga e chega para encerrar a jornada dos Skywalkers, e fechar esta história, concertando algumas falhas deixadas por Os Últimos Jedi, e ligar outros pontos encaminhados pelo mesmo, que foi dirigido e escrito por Rian Johnson.
Em Os Últimos Jedi, o diretor Rian Johnson teve muitas boas ideias, devemos admitir, porém, nem todas tiveram um bom desfecho ou execução, causando mais dificuldades futuras do que um crescimento linear e aceitável da história. Mas o que vimos foi um quase, descarte de quase tudo que foi apresentado no episódio 8 para, recontar, quase que de forma completamente nova, a trajetória dos personagens no episódio 9.
Muitas mudanças que tinham sido já estabelecidas pelos fatos ocorridos em Os Últimos Jedi, foram desconsideradas no salto temporal para A Ascensão Skywalker, algumas foram até boas e melhores assim, mas outras acabaram prejudicando demais o crescimento de personagens.
Então, já que falamos de personagens, vamos começar logo pelo trio principal, Rey, Finn e Poe. O trio que desta vez está em ação com muito mais tempo de tela juntos, tem e mostra muita química, o que rende cenas excelentes de pura aventura onde você consegue ver a alma de Star Wars, uma das partes boas deste episódio.
Porém, se juntos eles crescem como equipe e dando suporte aos personagens uns dos outros, separadamente, o desenvolvimentos de cada um como personagem é muito fraco, com um pouco de exceção de Finn, que neste , assim como em O Despertar da Força, tem mais espaço de cena e com bem mais relevância à história do que em Os Últimos Jedi que o personagem é praticamente esquecido, e lhe dão uma sidequest que não rende absolutamente nada para a história e serve apenas para justificar a sua aparição no filme.
Poe, é um dos que acaba tendo seu desenvolvimento alterado, e de uma forma para deixar ele bem mais próximo e te fazer criar uma conexão direta entre a figura do piloto com o nosso amado contrabandista Han Solo, até criar um plot de um pseudo- passado como contrabandista foi inserido para concretizar esta semelhança forçada com o antigo anti-herói da franquia.
Já Rey, que tem uma grande evolução como Jedi, onde podemos ver que ela fez bom uso dos antigos livros que levou do santuário de Ahch-To, e está bem mais presente no novo filme, afinal ela é a protagonista da história, mas, tem uma das alterações, com relação ao seu passado e suas origens, que considerei um desfavor à evolução da personagem que poderia ser muito mais imponente e de uma iconicidade imensa, dada a sua importância de protagonista junto a um público imensamente maior que poderia alcançar.

Todos sabíamos que este seria o filme de Leia, assim como O Despertar da Força foi o de Han Solo, Os Últimos Jedi o de Luke, este estava preparado pra ser a despedida e dar desfecho a nossa eterna princesa, agora sendo uma General da Resistência, mas, infelizmente a queria Carrie Fisher, faleceu em 2016 e não esteve na produção do 3º longa, e suas imagens, foram reaproveitadas de material gravado dos episódios 7 e 8, dando assim muito pouco material, mas que, nos deu de presente ainda mais um pouco da atriz vivendo a personagem, que tem uma respeitosa homenagem neste encerramento da Saga, onde ela tem uma importância crucial em determinado ponto da história, e que, vemos nitidamente que vários outros momentos, haviam sido pensados para a personagem.
Tivemos o retorno para este desfecho da história dos Skywalkers, de Lando Calrissian, que foi uma participação especial bem legal, mas particularmente, considero tardia, para homenagear o ator Billy Dee Williams com o retorno deste icônico personagem que ele ajudou a dar vida e que todos os fãs da Saga adoram e queriam, como este que vos escreve, ter visto bem antes, e bem mais nos novos filmes franquia.
E por falar em homenagem, eu considerei maravilhosa a participação e o papel dado ao nosso carismático e querido reclamão C3-PO, que teve um papel de destaque e de grande importância no desenvolver da trama de A Ascensão Skywalker, e que foi uma justíssima homenagem ao trabalho do ator Anthony Daniels, que é o único personagem, e o único ator que está presente em todos os 9 filmes da Saga. A participação de 3PO é realmente importante, de destaque e muito divertida, foi com certeza acertada e um dos destaques do filme.
Por ser um encerramento, o destino dos vilões é algo que todos nós ficamos ansiosos e apreensivos por ver, afinal, acompanhamos toda a trajetória de Kylo Ren desde que descobrimos sua origem, o que ele sacrificou e nos fez sentir nesta sua jornada e até onde ela iria. Kylo tem, ao meu ver, um grande downgrade, pois após os acontecimentos de Os Últimos Jedi, ele assume o manto e a responsabilidade como o novo “Supremo Líder” da Primeira Ordem, e esperávamos nada menos do que uma nova escalada de poder assumindo o papel como vilão supremo da série, mas, nos deparamos com o Kylo Ren que, praticamente deixamos no final de A Ameaça Fantasma.
Nem o retorno dos outrora esquecidos pelo episódio 8, os Cavaleiros de Ren, ajudaram a dar este protagonismo que o personagem deveria ter neste 3º filme, mas, apesar de tudo, eu ainda gosto do personagem, porém, merecia um final bem mais desenvolvido para ele.
Enfim, já que falamos do núcleo dos vilões, o que todos esperávamos desde o lançamento do 1º trailer do longa, que anunciava a volta do grande vilão, o Imperador realmente está no filme, mas, claramente, ele é uma resposta direta para acertar um dos maiores erros que Os Últimos Jedi cometeram, que foi a eliminação do Supremo Lider Snoke sem mais nem menos, sem qualquer desenvolvimento do personagem que era um dos que mais prometiam e que os fãs mais queriam saber sobre ele.
O personagem Palpatine está em A Ascensão Skywaker exatamente para isso, ocupar este lugar deixado por Snoke e que acaba tomando um protagonismo um tanto quanto forçado em toda a trama que era o pano de fundo da nova trilogia, mas que ficou com a sensação de um tapa buracos e que precisou muita costura para encaixar em uma história que claramente não era para ele estar, pelo menos, não da forma que foi apresentada.

O filme foi legal, tecnicamente e em termos de direção e visual o filme é irrepreensível, com fotografia espetacular, efeitos especiais e práticos feitos com maestria, cenários belíssimos, cenas de ação e muita aventura com o acompanhamento da icônica trilha de John Williams, mas, não foi o que poderia muito ter sido.
Basta pensar que, em um ano em que presenciamos um encerramento de uma Saga culminado em um Mega Evento e que se tornou o maior filme da história, com Vingadores Ultimato, não poderia ser nada menos do algo muito próximo que esperávamos de Star Wars- A Ascensão Skywalker deveria ter sido, afinal é STAR WARS, deveria ter sido muito mais do que, somente um final aceitável para uma saga desta importância.